247 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende trabalhar pela “paz na Terra” em 2026. A declaração foi dada a jornalistas em Washington, ao ser questionado sobre se havia estabelecido alguma resolução para o Ano-Novo. A informação foi publicada pela agência russa TASS, que registrou a resposta direta do presidente aos repórteres: “Eu tenho. Paz na Terra”.
Segundo o relato, Trump foi abordado sobre temas sensíveis da política externa norte-americana, mas evitou se aprofundar. Ele não respondeu a perguntas sobre o papel da CIA no ataque à Venezuela nem sobre a possibilidade de enviar tropas para atuar diretamente na Ucrânia. Diante das perguntas, limitou-se a sorrir e encerrar o contato com os repórteres com um breve “Obrigado”.
A declaração ocorre em meio ao agravamento das tensões em torno da guerra na Ucrânia e às discussões sobre o grau de envolvimento dos Estados Unidos no conflito. Ainda de acordo com a TASS, o presidente ucraniano Vladimir Zelensky disse anteriormente que Kiev estaria discutindo com Trump o envio de tropas americanas para a Ucrânia, tema que, caso avance, tende a gerar forte reação de Moscou e ampliar o risco de escalada.
Do lado russo, a presença de forças militares vinculadas à OTAN em território ucraniano é tratada como uma linha vermelha. Moscou se opõe à atuação de militares da aliança na Ucrânia e interpreta qualquer passo nesse sentido como ameaça estratégica e provocação direta. A agência também destaca uma declaração do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, feita em 21 de agosto, segundo a qual garantir a segurança da Ucrânia por meio de “intervenção militar estrangeira em alguma parte do território ucraniano” seria inaceitável para a Rússia, reafirmando a posição de que um movimento dessa natureza intensificaria o conflito e agravaria as tensões entre Rússia e Ocidente.
A promessa de Trump de buscar a paz, portanto, surge cercada por impasses concretos e contradições diplomáticas, em um cenário marcado por pressões militares, disputas geopolíticas e pela ausência de respostas do governo norte-americano sobre temas decisivos, como sua postura real em relação à Ucrânia e aos episódios recentes envolvendo a Venezuela.
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