Advogada cita ameaças e deixa defesa de patroa investigada por torturar doméstica

As agressões teriam ocorrido de forma planejada em Paço do Lumiar, município localizado na Grande São Luís

A Polícia Civil do Maranhão investiga o caso, que ganhou repercussão após a divulgação de áudios atribuídos à empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, suspeita das agressões
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247 – A advogada Nathaly Moraes anunciou que deixará a defesa da empresária Carolina Sheila Ferreira dos Anjos, acusada de agredir a própria funcionária doméstica, de 19 anos, no Maranhão. As informações são da CNN Brasil.

Segundo a CNN Brasil, a decisão foi comunicada neste sábado (9), após a advogada relatar ter sido alvo de ataques pessoais e ameaças que, de acordo com ela, atingem sua “integridade, honra e a segurança de sua família”.

Em nota, Nathaly Moraes afirmou que a atuação da advocacia não pode ser confundida com adesão pessoal aos atos atribuídos a um cliente. Ela destacou que o exercício da defesa técnica é uma garantia prevista na Constituição e uma função essencial ao funcionamento da Justiça.

“Ressalta-se que a advocacia é função essencial à Justiça, assegurada pela Constituição Federal, sendo dever do advogado atuar na defesa técnica de qualquer cidadão, sem que isso autorize perseguições, ofensas ou associações indevidas à pessoa do profissional”, declarou Nathaly Moraes.

A advogada também informou que sempre atuou com ética e respeito às instituições. No comunicado, ela afirmou que está adotando as providências cabíveis diante das ameaças recebidas.

Carolina Sheila Ferreira dos Anjos é investigada por tentativa de homicídio triplamente qualificado, cárcere privado, calúnia, difamação e injúria. A empresária foi presa na última quinta-feira (7), no bairro São Cristóvão, zona leste de Teresina, no Piauí, após mandado de prisão preventiva concedido pelo Tribunal de Justiça do Maranhão.

De acordo com as investigações, a vítima teria sido agredida fisicamente e ameaçada de morte depois de ser acusada de furtar um anel da ex-patroa. A jovem, de 19 anos, está grávida.

A Polícia Civil aponta que Carolina é suspeita de violência física, suposto uso de arma de fogo, forte violência psicológica, ameaças de morte e restrição da capacidade de defesa da vítima. As agressões teriam ocorrido de forma planejada em Paço do Lumiar, município localizado na Grande São Luís.

A prisão da empresária ocorreu em Teresina, onde ela foi localizada em um posto de gasolina. A defesa afirmou que Carolina cumprirá integralmente as ordens judiciais.

Os advogados também disseram que a empresária não estava tentando fugir. Segundo a defesa, ela estava na capital piauiense para deixar o filho, de 6 anos, com uma pessoa de confiança.

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