Dino quer Procon contra preços abusivos na Copa

O presidente da Embratur, Flávio Dino, diz que é hora de o Procon e o Ministério Público agirem com base no Código de Defesa do Consumidor para coibir “valores abusivos”. “O momento do diálogo se encerrou”, diz ele, que se reuniu com representantes do setor de hotelaria; Dino deve deixar a Embratur já em fevereiro,…

O presidente da Embratur, Flávio Dino, diz que é hora de o Procon e o Ministério Público agirem com base no Código de Defesa do Consumidor para coibir "valores abusivos". "O momento do diálogo se encerrou", diz ele, que se reuniu com representantes do setor de hotelaria; Dino deve deixar a Embratur já em fevereiro, para mergulhar na campanha ao governo do Maranhão
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Maranhão 247 – O presidente da Embratur, Flávio Dino, defende que o Procon entre em campo para conter preços abusivos na Copa do Mundo de 2014 – especialmente na hotelaria. É o que informa a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo:

PREÇOS ABUSIVOS

Empresas estão desistindo de trazer convidados para a Copa do Mundo em razão dos preços dos pacotes corporativos. Um grande grupo brasileiro, por exemplo, recuou após receber orçamento de R$ 777.200 para hospedar 18 estrangeiros durante seis dias no Rio (R$ 506.016), no período da final, e outros três na semifinal, em Belo Horizonte (R$ 206.184).

ABUSIVO 2

O valor no Rio chega a R$ 28.112 por pessoa. Inclui hospedagem em hotel quatro estrelas no centro, traslado para o estádio e “esquenta” antes das partidas. Ingressos à parte. A cotação é da agência Planeta Brasil, do Grupo Águia, que detém os direitos de venda dos camarotes corporativos para o Mundial. A agência informa que os pacotes estão esgotados.

ABUSIVO 3

O presidente da Embratur, Flávio Dino, diz que é hora de o Procon e o Ministério Público agirem com base no Código de Defesa do Consumidor para coibir “valores abusivos”. “O momento do diálogo se encerrou”, diz ele, que se reuniu com representantes do setor de hotelaria em dezembro. Segundo Dino, a reputação de destino caro terá repercussão negativa a longo prazo para o turismo no Brasil.

ABUSIVO 4

Para Enrico Fermi, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, os casos de desistência em função de preço são pontuais. Ele diz que “as tarifas estão dentro dos parâmetros aceitáveis para um evento desse porte”. “É errada essa impressão de que há uma alta de preços”, afirma. “A Embratur não deveria se intrometer no mercado. Nós não somos concessão.”

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