Maranhão 247 – Os cerca de 150 presos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas que mantêm uma greve de fome pertencem à facção Bonde dos 40, responsável por três ataques a São Luís, capital do estado. A informação é do site Atual 7. Nos incidentes, vários ônibus foram incendiados, delegacias alvejadas a balas, um policial militar e uma criança de apenas seis anos mortos. Outras quatro pessoas sofreram queimaduras. Uma mulher e um PM foram baleados.
A greve coletiva de fome já dura cinco dias e se alastra pelos Presídios São Luís 1 e São Luís 2 e no Centro de Detenção Provisória (CDP) tem como objetivo sensibilizar a Comissão de Direitos Humanos do Senado para a reivindicação dos presos. Segundo o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Maranhã (OAB-MA), Mario Macieira, os detentos alegam que, após a entrada da Polícia Militar e da Força Nacional em Pedrinhas, eles passaram a ser torturados.
Maceira afirmou, nesta quinta-feira (16), à Rádio CBN, que a OAB-MA vai propor uma Ação Civil Pública com o objetivo de pedir ao governo maranhense uma indenização às famílias dos presidiários mortos no complexo de pedrinhas.
Também nesta quinta, a facção Bonde dos 40 promoveu três tumultos nos três pavilhões. Os detentos cerraram algumas grades e abriram diversos cadeados. Mas a ação foi rapidamente controlada pela Polícia Militar e pela Força Nacional.
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