Renan Santos chama políticos do Nordeste de “parasitas”

Pré-candidato à Presidência atacou lideranças nordestinas, criticou o Ceará e defendeu intervenção contra o crime organizado

Renan Santos
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247 – O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou que políticos do Nordeste estão entre os principais responsáveis por entraves ao desenvolvimento do país e os classificou como “parasitas” durante passagem por Santa Cruz, no Rio Grande do Sul, nesta terça-feira (30). Os relatos foram publicados no Metrópoles

O presidenciável concedeu entrevistas a rádios locais durante agenda no Sul do Brasil e também fez críticas ao Ceará. O fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) associou governos estaduais da região à dependência de recursos federais e disse que essa dinâmica prejudica outras áreas do país. “Os maiores inimigos do Brasil são os políticos da região Nordeste”, afirmou o pré-candidato.

Segundo Renan, lideranças nordestinas teriam mantido seus estados dependentes de verbas públicas federais. Ele citou recursos originários de estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul e afirmou que esse modelo dificulta o avanço econômico regional e nacional.

“Eu quero construir um país em que todas as regiões funcionem e que a classe política não seja uma classe parasitária”, declarou Renan.

Durante a passagem pelo Sul, o pré-candidato também direcionou críticas ao Ceará. Ele acusou o governo cearense de cooperar com o crime organizado e afirmou que cidades do estado vivem sob domínio de facções criminosas. “Cidades [do Ceará] foram tomadas pelo crime organizado, Fortaleza está toda cercada pelas facções […]”, disse ele.

Renan Santos afirmou ainda que já perdeu processos judiciais movidos pelo governo do Ceará em razão de declarações semelhantes. Mesmo assim, voltou a defender uma atuação federal mais dura contra facções em estados que, na avaliação dele, não cooperarem no enfrentamento ao crime organizado.

Ao responder sobre a política de segurança pública que pretende adotar em caso de vitória eleitoral, o pré-candidato afirmou que usaria medidas de força nos estados onde enxergar falta de colaboração com o governo federal.

“Se o governador não quiser cooperar com o governo federal na solução do crime, eu vou botar uma intervenção militar no Ceará. Eu vou tomar o comando da polícia do Ceará e vou fazer o que precisa ser feito. Mesma coisa no Rio de Janeiro e com qualquer estado que não queira cooperar. Eu colocarei em estado de defesa e assumo como comandante-chefe para destruir o crime organizado nesses lugares”, declarou.

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