Crise no governo: Bolsonaro dá até sexta para Guedes apresentar novo Renda Brasil

Em meio à crise envolvendo o ministro de Economia, Paulo Guedes, e Jair Bolsonaro, o presidente deu até a próxima sexta-feira como prazo para o ministro apresentar um novo formato do programa Renda Brasil

Jair Bolsonaro e Paulo Guedes
Jair Bolsonaro e Paulo Guedes (Foto: Marcos Corrêa/PR)
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247 - Em meio à crise envolvendo o ministro de Economia, Paulo Guedes, e Jair Bolsonaro, que negou a atual forma do projeto do Renda Brasil, elaborado pelo economista, o presidente deu até a próxima sexta-feira como prazo para o ministro apresentar um novo formato do programa que substituirá o Bolsa Família, segundo reportagem do jornal O Globo.

A matéria ainda informa que este também será o prazo para definir o valor do auxílio emergencial que será estendido até dezembro.

Bolsonaro teria negado o atual formato do Renda Brasil por ele cortar alguns programas como o abono salarial para financiar o novo projeto, e disse que o texto não será enviado ao Congresso.

Guedes havia apontado para um possível auxílio de R$ 247, porém, para ser efetivado, preparou a extinção do abono salarial, do salário-família, do seguro-defeso e da Farmácia Popular. Além disso, outras exigências que o ministro colocou para implementar o Renda Brasil foram o fim do auxílio emergencial de R$ 600; implementação da Carteira Verde Amarela; e desoneração da folha de salários.

Em meio a rumores sobre a possível demissão de Guedes, o Ministério da Economia divulgou nota nesta quarta-feira, 26, negando a informação de que o ministro iria pedir uma coletiva de imprensa para sair do governo. “Não procede marcação de coletiva para pedido de demissão. Ministro continua despachando normalmente. Estava em reunião com secretários de Fazenda, conforme agenda", diz o texto.

Há algumas semanas, o ministério de Guedes teve uma debandada com a saída dos secretários especiais de Desestatização e Privatização, Salim Mattar, e o de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel.

Elas seguiram as recentes saídas de Mansueto Almeida, secretário do Tesouro Nacional, Caio Megale, da diretoria de programas da Secretaria Especial da Fazenda, e Rubem Novaes, do Banco do Brasil.

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