Guedes, que prometeu quatro grandes privatizações até outubro, agora é visto com desconfiança pelo mercado

Paulo Guedes tinha prometido até quatro grandes privatizações no início de outubro, o que não foi cumprido. O ministro está perdendo confiança do mercado financeiro, que tem barrado as propostas do governo federal de criar um novo programa social

Ministro da Economia, Paulo Guedes. 11/08/2020
Ministro da Economia, Paulo Guedes. 11/08/2020 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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247 - Fontes da área econômica disseram ao jornal O Estado de S.Paulo que “o máximo que será possível” fazer em relação às privatizações prometidas em 2020 é tirar o serviço postal do controle da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, tinha prometido até quatro grandes privatizações no início de outubro, o que não foi cumprido. O ministro, por essas e outras razões, está perdendo confiança do mercado financeiro, que tem barrado as propostas do governo federal de criar um novo programa social (Renda Brasil, Renda Cidadã).

Com o fim da greve dos trabalhadores dos Correios, após o Tribunal Superior do Trabalho (TST) concordar com a proposta da direção bolsonarista da empresa, a estatal é um dos principais alvos do governo de Jair Bolsonaro. Em vista a cumprir esse objetivo, o governo está esfarelando da ECT e a regulação e fiscalização dos serviços postais deve ficar sob responsabilidade da Anatel.

Principal responsável pelas a privatizações, Guedes não está conseguindo levar adiante a privatização completa da ECT e nem de outras companhias, como a Eletrobrás, a PPSA (que opera a parte da União no pré-sal, etc.). A incapacidade para privatizar tem gerado desconfiança do governo no capital financeiro. 

Em julho deste ano, o PSDB divulgou uma carta aberta contra o ministro por não estar conseguindo privatizar, ao mesmo tempo em que a legenda propagou uma campanha nas redes sociais mostrando como o governo FHC foi efetivo nas privatizações.

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