247 -Sete anos após o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, no útimo dia 14, novas informações vêm à tona e podem mudar os rumos da investigação. Segundo o repórter investigativo Joaquim de Carvalho, os advogados do delegado Rivaldo Barbosa apresentaram provas de que Ronnie Lessa, ex-policial militar apontado como o executor do crime, teve uma expressiva evolução patrimonial em 2018, ano do assassinato.
O avanço financeiro repentino de Lessa foi levado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com um pedido de providências. Segundo Carvalho, a descoberta coloca em xeque a delação premiada do ex-PM, aceita pela Polícia Federal, na qual ele afirma que cometeu o crime em troca da promessa de vantagens oferecidas pelos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão.
“Essa evolução enfraquece a delação do assassino, delação aceita pela PF, segundo a qual ele matou Marielle em troca da promessa de vantagem dos irmãos Brazão”, destacou Joaquim de Carvalho em sua conta no X. A defesa do delegado Rivaldo Barbosa, que chegou a ser preso no âmbito da investigação, argumenta que os novos elementos colocam dúvidas sobre a versão aceita pelos investigadores.
A delação de Lessa, que culminou na prisão do conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro Domingos Brazão e do deputado federal Chiquinho Brazão (União Brasil-RJ), vem sendo questionada por diferentes setores. A principal incerteza gira em torno da motivação do crime e da real participação dos Brazão no planejamento da execução.
“Foram eles mesmos que mandaram matar a vereadora? Cada vez mais as dúvidas aumentam”, pontuou Carvalho. O repórter promete divulgar mais detalhes em um artigo a ser publicado pelo Brasil 247, prometendo aprofundar as novas revelações sobre um dos casos mais emblemáticos da história recente do país.
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