247 – O ex-chefe da Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa enviou um bilhete ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, acusou o ex-policial militar Ronnie Lessa de mentir e negou ser amigo do conselheiro do Tribunal de Contas do Rio Domingos Brazão e do seu irmão, o deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ). O ex-investigador foi preso por suspeita de ter atuado para proteger os mandantes dos homicídios da ex-vereadora do Rio Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes, mortos por integrantes do crime organizado em março de 2018, num lugar sem câmeras na região central do Rio.
De acordo com informações publicadas no jornal O Globo, o delegado escreveu no documento: “aos exmos ministros, eu nunca falei com esses outros denunciados. O inquérito 901/00266/19 possui provas técnicas da mentira do assassino da vereadora Marielle e do motorista Anderson. No STJ, há uma decisão de que eu não participei das investigações”.
O delegado também teria acusado o ex-PM de mentir ao envolver Barbosa no crime. Lessa é réu confesso e foi o responsável pelos disparos que mataram a então vereadora, em 2018. Outro miliciano, Élcio Queiroz, também foi preso – ele dirigiu o carro de onde partiram os disparos.
Além de Barbosa e dos dois milicianos, os irmãos Brazão também foram presos depois de serem apontados como os mandantes do crime. Investigadores apuram se um dos motivos para o crime foram as denúncias de Marielle contra a exploração imobiliária ilegal em regiões periféricas do município do Rio, o que teria contrariado interesses do parlamentar e do conselheiro do TCE-RJ.
Barbosa e os Brazão são réus no STF por homicídio consumado, homicídio tentado e organização criminosa. Todos foram delatados por Lessa.
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