247 – Primeira vereadora trans eleita na cidade de São Paulo, em 2018, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) lamentou as ironias de Nikolas Ferreira (PL-MG) após o deputado afirmar que “pelo menos ela é ela”, em referênica à deputada bolsonarista Júlia Zanatta (PL-SC), em um debate sobre identidade de gênero.
A deputada do PSOL é uma mulher trans – nasceu com o sexo masculino, mas se identifica com o sexo feminino e características visuais que são mais típicas das mulheres. “Malcom X já deu a letra, amores: ‘Não confundam a reação do oprimido com a violência do opressor’ é sobre isso!”, escreveu a parlamentar na rede social X em referência ao ativista norte-americano (1925-1965).
O militante defendia causas em favor dos direitos humanos principalmente dos negros. Malcom X também fazia parte de um movimento negro com ideais separatistas.
A violência contra LGBT pode ser comprovada em outras agressões, além daquelas que são verbais. O Brasil continuou sendo em 2023 o campeão mundial de homicídios e suicídios de LGBT+: 257 mortes violentas documentadas, um caso a mais do registrado em 2022. Uma morte a cada 34 horas! Os dados são divulgados desde 1980 (44 anos) pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), a mais antiga ONG LGBT da América Latina.
Em 2023, o GGB documentou a morte violenta de 127 travestis e transgêneros, 118 gays, 9 lésbicas e três bissexuais, totalizando 257 vítimas de crimes de ódio. Esses números alarmantes, mesmo que subnotificados, reforçam a urgência de ações e políticas efetivas para combater a violência direcionada à comunidade LGBTQIA+.
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