MPRJ investiga candidato do União apoiado por Flávio Bolsonaro no Rio

Procedimento apura denúncia sobre suposta rede de 97 postos, milícias, Comando Vermelho e Rioprevidência

Flávio Bolsonaro e Márcio Canella
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247 – O Ministério Público do Rio de Janeiro abriu procedimento para investigar Márcio Canella (União Brasil) por supostos crimes relacionados a uma rede de 97 postos de gasolina, possível ligação com milícias e Comando Vermelho (CV), além de interferência no Rioprevidência. O ex-prefeito de Belford Roxo é apontado como um dos candidatos apoiados por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Senado pelo estado. As informações foram publicadas no Metrópoles

O MPRJ instaurou o procedimento na primeira semana de maio e mantém o caso sob sigilo na Secretaria de Assessoria de Atribuição Originária Criminal (AAOCRIM). A estrutura presta apoio técnico-jurídico em investigações e processos criminais que envolvem autoridades com foro privilegiado.

A investigação ainda está em fase inicial. As oitivas devem começar na quinta-feira (14/5), conforme documentos obtidos pela coluna. O procedimento tem como base uma notícia-crime apresentada ao Ministério Público em abril deste ano.

Notícia-crime cita postos, milícias e Rioprevidência

A notícia-crime relata supostas irregularidades atribuídas a Márcio Canella. Entre os pontos citados aparecem uma possível relação do político com grupos criminosos, como milícias e o Comando Vermelho, além de uma suposta rede de 97 postos de gasolina administrados por laranjas.

O documento também menciona uma possível interferência de Canella no Rioprevidência. O órgão ganhou destaque no Rio de Janeiro por causa de escândalos relacionados ao Banco Master.

Ainda de acordo com a notícia-crime, o gabinete de Canella na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) teria nomeado a mulher do miliciano Juracy Prudêncio, conhecido como Jura. O texto também cita indicações políticas atribuídas a Canella e ao presidente do União Brasil, Antônio Rueda, no Rioprevidência.

Banco Master aparece no contexto da apuração

A denúncia menciona o ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes, indicado por Rueda. Antunes foi preso em janeiro deste ano sob suspeita de irregularidades em operações financeiras com o Banco Master.

As operações citadas somariam cerca de R$ 970 milhões, segundo as informações divulgadas. A investigação sobre Canella não detalha, até o momento, eventual responsabilidade direta do político nesse ponto, mas inclui o Rioprevidência entre os fatos sob análise.

Canella é apontado como nome ligado ao projeto de Flávio Bolsonaro no Rio

Márcio Canella aparece no cenário político fluminense como um dos nomes associados ao grupo de Flávio Bolsonaro para a disputa ao Senado pelo Rio de Janeiro. O ex-prefeito de Belford Roxo integra o União Brasil.

A abertura do procedimento pelo MPRJ amplia a pressão política sobre o candidato em meio às articulações eleitorais no estado. A apuração ainda não produziu conclusão pública, já que o caso tramita sob sigilo e segue na etapa inicial de coleta de depoimentos.

Márcio Canella afirmou que “segue trabalhando” e que está à disposição da Justiça.

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