247 – O homem identificado como articulador de um esquema bilionário de “banco digital” clandestino foi preso neste sábado (6) em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina, após meses de fuga. A captura ocorreu durante uma ação de inteligência que monitorava seus deslocamentos desde que ele deixou Curitiba, onde o esquema começou a ruir.
Segundo o Metrópoles, o investigado era o principal alvo da Operação Mors Futuri, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na quinta-feira (4). Incluído na Difusão Vermelha da Interpol, ele foi localizado pela Polícia Militar e, no momento da prisão, portava celulares, documentos e mais de R$ 5 milhões em dinheiro vivo.
A investigação aponta que o grupo comandado pelo foragido captava recursos de investidores sem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou do Banco Central (BC). O esquema operava por meio de empresas de fachada e de um “banco digital” clandestino que prometia lucros fixos, baixo risco e rentabilidade acima da média de mercado. Na prática, os valores eram usados para sustentar uma pirâmide financeira e ampliar o patrimônio dos líderes.
Segundo a PF, antes de desaparecer, ele chegou a transferir cerca de R$ 10 milhões para contas ligadas a laranjas, em uma tentativa de ocultar valores. A operação já havia cumprido 11 mandados de busca em Curitiba e bloqueado até R$ 66 milhões em bens e ativos. Entre os itens apreendidos estão imóveis, veículos de luxo e equipamentos eletrônicos, destinados a garantir o ressarcimento das vítimas.
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