Itaipu Binacional promove desenvolvimento sustentável em 434 municípios do Paraná e Mato Grosso do Sul

Programa Itaipu Mais que Energia integra ações de água, energia e alimento para garantir qualidade de vida e equilíbrio ambiental

Estande da Itaipu no Show Rural Coopavel 2025.
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247 – No estande da Itaipu Binacional no Show Rural da Coopavel, em Cascavel (PR), os visitantes podem explorar um painel interativo que detalha as iniciativas da empresa em 434 municípios do Paraná e do Mato Grosso do Sul. Essas ações fazem parte do programa Itaipu Mais que Energia, que busca alinhar a geração de energia renovável com a produção de alimentos e a conservação dos recursos hídricos, promovendo um território sustentável e equilibrado. A iniciativa está em sintonia com as políticas públicas do Governo Federal e reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento regional.

O conceito central do programa é o nexo água-energia-alimento, que coloca a sustentabilidade como pilar fundamental para o futuro. “A Itaipu depende de água, nas melhores condições, para produzir energia. Mas para que essa água chegue com qualidade ao reservatório, a Itaipu precisa também ter um olhar para o desenvolvimento do território”, explica o diretor de Coordenação da Itaipu, Carlos Carboni. Segundo ele, a integração desses três elementos é essencial para garantir a qualidade de vida das comunidades e a preservação do ecossistema.

Entre as principais ações do programa está a recuperação de microbacias hidrográficas, que inclui o combate à erosão, a melhoria de estradas e o terraceamento de solos agrícolas. Essas medidas visam proteger as nascentes e garantir a qualidade da água que abastece o reservatório da usina. Além disso, a Itaipu firmou parcerias com instituições como a Embrapa, o IDR Paraná, o Iapar, a Emater e a Esalq/USP para implementar a Ação Integrada de Solo e Água (Aisa), que já beneficia mais de 20 mil produtores rurais nos dois estados. “Essas iniciativas mostram como a ciência e a prática podem andar juntas para conservar os recursos naturais”, destaca Carboni.

Outro projeto em destaque é a Rede Altimétrica de Alta Precisão (RAIB), que instalou 1.500 marcos geodésicos na Bacia do Rio Paraná. Esses pontos fornecem dados precisos sobre a elevação do território, auxiliando no planejamento do uso da água e do solo, além de apoiar a construção de estradas e outras obras. Para Carboni, “essa rede é fundamental para o controle do reservatório e para o desenvolvimento de projetos que dependem de informações detalhadas sobre o relevo”.

A Itaipu também investe em inovação por meio do Núcleo de Inteligência Territorial (NIT), sediado no Itaipu Parquetec. O NIT reúne 30 professores e pesquisadores voluntários, 25 bolsistas, cinco estagiários e 18 profissionais contratados, que trabalham com dados estratégicos sobre água, clima, biodiversidade e saneamento. “Essa estrutura nos permite tomar decisões mais assertivas e alinhadas com as necessidades do território”, afirma o diretor.

No campo da pesquisa, o projeto Hidrosfera, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), estuda a interação entre águas subterrâneas e superficiais na Bacia do Paraná Parte 3. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre a recarga de aquíferos e as características físico-químicas da água, garantindo a segurança hídrica da região. “Esses estudos são essenciais para subsidiar decisões sobre o uso sustentável dos recursos hídricos”, ressalta Carboni.

Além disso, a Itaipu tem investido em energia solar, com a implantação de 70 MWp (megawatt-pico) de geração fotovoltaica em sua área de atuação. Essa iniciativa já proporciona uma economia mensal de quase R$ 6,2 milhões em despesas com energia elétrica para municípios, hospitais e escolas. “Entre os beneficiários estão 80 hospitais filantrópicos. Com a economia na conta de luz, essas instituições podem direcionar mais recursos para a saúde, o que reforça o impacto positivo da energia renovável”, completa o diretor.

O programa Itaipu Mais que Energia também se destaca pela gestão participativa, com a formação de 21 Núcleos de Cooperação Socioambiental. Esses grupos contribuem para o diagnóstico e a priorização de ações no território, garantindo que as iniciativas atendam às reais necessidades das comunidades. “A participação da sociedade é fundamental para o sucesso dessas ações”, conclui Carboni.  

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