247 – Após romper com o PT e tecer críticas ao governo Lula (PT), o ex-senador Roberto Requião deve ter como destino político o Partido Democrático Trabalhista (PDT), de Ciro Gomes. A filiação foi negociada com o presidente licenciado da sigla e atual ministro da Previdência, Carlos Lupi, segundo relato do jornal O Globo. Além de Requião, seu filho, o deputado estadual Requião Filho, também deve seguir para o PDT após obter sua desfiliação do PT.
Depois do encontro, Requião abriu uma enquete em seu perfil no X, antigo Twitter, questionando a opinião de seus seguidores sobre sua possível filiação ao PDT, “partido nacionalista, desenvolvimentista, sem nunca abrir mão da soberania do Brasil e dos direitos do nosso povo”.
Requião rompeu com o PT em março do ano passado, alegando discordâncias com o governo Lula, especialmente em relação ao apoio do presidente à candidatura do deputado federal Luciano Ducci (PSB) na disputa pela Prefeitura de Curitiba e à continuidade das privatizações no Paraná. Outro fator que pesou na decisão do ex-senador foi a forma como o partido teria lhe oferecido um cargo na Usina Hidrelétrica de Itaipu, o que ele considerou uma desvalorização de sua trajetória política.
Sem partido após a saída do PT, Requião tentou viabilizar sua candidatura à Prefeitura de Curitiba pelo Mobiliza, mas sua campanha não conseguiu ganhar tração. Apesar de aparecer nas pesquisas iniciais, ele terminou o pleito com apenas 1,83% dos votos. Já o candidato apoiado pelo PT, que inicialmente tinha perspectivas melhores, acabou em terceiro lugar, com 19,44% da preferência do eleitorado.
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