247 – A presença de técnicos da Itaipu Binacional em municípios do Oeste do Paraná gerou dúvidas entre proprietários rurais da região. Diante de questionamentos sobre uma possível relação com a aquisição de terras para comunidades indígenas, a empresa esclareceu que o trabalho se restringe à instalação de marcos geodésicos como parte de um levantamento técnico. A atividade faz parte da atualização da rede altimétrica de alta precisão da Itaipu, essencial para o mapeamento do relevo da região, conforme explicou a companhia.
O gerente da Divisão de Estudos da Itaipu, Henrique Gazzola de Lima, detalhou que essa atualização é necessária, pois os dados altimétricos da área foram levantados originalmente na década de 1970, durante a construção da usina. “Agora os técnicos estão iniciando o lote três, a partir de Guaíra e subindo a bacia do Rio Paraná. Também há frentes de trabalho realizando levantamentos no lote dois, na área compreendida entre Mercedes, Guaíra, Quarto Centenário e Corbélia”, afirmou.
A nova rede altimétrica proporcionará uma medição mais precisa do relevo, facilitando projetos futuros de infraestrutura, como a construção de pontes e rodovias. A gestora do contrato pela Itaipu, Roberta Dal Bosco Carletto, ressaltou que a rede permite aferir o relevo real do território. “Isso porque se trata do relevo real, uma vez que com a rede altimétrica a medição é exata”, explicou.
Para a realização do levantamento, a Itaipu instala marcos de concreto a cada três quilômetros, preferencialmente em locais estáveis, que dificilmente sofrerão alterações ao longo dos anos. Embora muitos sejam colocados em áreas públicas, como rodovias e terrenos municipais, alguns acabam localizados dentro de propriedades particulares.
A instalação desses marcos faz parte de um planejamento dividido em lotes. Os dois primeiros, que abrangem a área entre Foz do Iguaçu, Cascavel e Marechal Cândido Rondon, estão praticamente concluídos. No total, o projeto prevê a implantação de cerca de 1.400 marcos, dos quais 512 já foram finalizados.
Além da instalação física, os técnicos realizam medições por satélite para determinar a posição e altitude exatas de cada marco. Os levantamentos incluem ainda nivelamento entre os pontos, gravimetria (medição da gravidade) e outras análises essenciais para a topografia da região. Esse mapeamento detalhado também contribuirá para aprimorar os modelos de previsão hídrica da usina, auxiliando na gestão do reservatório e na segurança operacional.
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