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Cientistas descobrem nanotubos de carbono de parede simples e carbono grafítico em amostras lunares da Chang’e-6

Beijing, 20 jan (Xinhua) — Pesquisadores identificaram e confirmaram recentemente a ocorrência natural de nanotubos de carbono de parede simples e carbono grafítico em amostras lunares coletadas pela missão Chang’e-6, oferecendo insights c

Beijing, 20 jan (Xinhua) — Pesquisadores identificaram e confirmaram recentemente a ocorrência natural de nanotubos de carbono de parede simples e carbono grafítico em amostras lunares coletadas pela missão Chang’e-6, oferecendo insights chave sobre a evolução geológica da lua, anunciou nesta terça-feira a Administração Espacial Nacional da China.

Uma equipe da Universidade de Jilin, no nordeste da China, realizou uma análise sistemática de amostras do lado oculto da Lua utilizando diversas técnicas microscópicas e espectroscópicas. O estudo marca a primeira identificação inequívoca de carbono grafítico na Lua, além de investigar seus prováveis processos de formação e evolução.

O estudo representa a primeira confirmação internacional de que nanotubos de carbono de parede simples podem se formar naturalmente, sem intervenção humana. Essas descobertas destacam a sofisticação dos processos físico-químicos de alta energia na superfície lunar e fornecem evidências de processos geológicos mais ativos no lado oculto da Lua.

A pesquisa sugere que a formação desses nanotubos de carbono pode estar intimamente ligada a reações catalisadas pelo ferro, impulsionadas por uma combinação de fatores, incluindo impactos de micrometeoritos, atividade vulcânica e irradiação do vento solar ao longo da história lunar. Isso revela a capacidade da natureza de sintetizar materiais avançados sob condições extremas.

Em um estudo comparativo envolvendo amostras do lado oculto da Lua coletadas pela Chang’e-6 e amostras do lado próximo coletadas pela Chang’e-5, a equipe também observou características de defeitos mais pronunciadas nas estruturas de carbono do material do lado oculto, uma diferença possivelmente relacionada a um histórico de bombardeio mais intenso de micrometeoritos nessa região. Esse resultado aponta ainda para uma assimetria recém-reconhecida na composição e na evolução entre os lados próximo e oculto da Lua.

As descobertas relacionadas foram publicadas recentemente na revista Nano Letters. 

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