Parceria entre Xinhua e Brasil 247

(Multimídia) Pianista Cristian Budu abre programação do Ano Cultural China-Brasil na Sala de Concertos da Cidade Proibida

Beijing, 6 mar (Xinhua) — O aclamado pianista brasileiro, Cristian Budu, realizou nesta segunda-feira uma apresentação solo em Beijing, capital da China, inaugurando uma série de atividades culturais da extensa programação na cidade, em me

(Multimídia) Pianista Cristian Budu abre programação do Ano Cultural China-Brasil na Sala de Concertos da Cidade Proibida
Siga o 247 no Google Notícias Seguir no Google Notícias Adicione o Brasil 247 como fonte preferencial no Google Apoie o jornalismo independente Apoie o 247


   Beijing, 6 mar (Xinhua) — O aclamado pianista brasileiro, Cristian Budu, realizou nesta segunda-feira uma apresentação solo em Beijing, capital da China, inaugurando uma série de atividades culturais da extensa programação na cidade, em meio ao desenrolar do Ano Cultural China-Brasil 2026, o primeiro do tipo nas relações bilaterais que duram mais de meio século.

   O concerto, realizado na Sala de Concertos da Cidade Proibida de Beijing, trouxe ao público chinês a técnica refinada de Budu, vencedor do prestigioso Prêmio Clara Haskil. “Nosso objetivo é mostrar a diversidade e a vitalidade da cultura brasileira. O Brasil é um país plural, resultado do encontro de muitas influências culturais, e isso se reflete na sua produção artística”, afirmou Bárbara Policeno, chefe do Departamento Cultural da Embaixada do Brasil na China, acrescentando que se espera que o público chinês possa perceber essa riqueza, além de encontrar pontos de conexão entre as culturas dos dois países – seja na valorização da criatividade, da tradição ou do diálogo entre o passado e o presente.

   Finalizada a apresentação, os aplausos foram estrondosos e prolongados, levando Budu a retornar para um bis. Ele concluiu com uma peça de música brasileira. Em uma entrevista à Xinhua, ele disse acreditar que a música transcende idiomas e fronteiras e esperar que a música brasileira criasse uma experiência imersiva para o público, o aproximando do Brasil, um país distante.

   “É a minha primeira vez na China, mas queria vir há muito tempo, sabendo a sua história milenar, o seu desenvolvimento diferencial hoje no mundo e ainda mais, também, a música clássica. Todo mundo fala de que é o futuro da música clássica, em termos de seu desenvolvimento, incentivo e financiamento”, disse o pianista.

   Budu revelou que tinha chegado na China há dez dias, e aproveitou para visitar Shanghai, Guangzhou e Chengdu. Ele ficou profundamente impressionado com os costumes, a cultura e o desenvolvimento geral da China. Em especial, ele confessou que, apesar da distância geográfica entre a China e o Brasil, sentiu que os povos de ambos os países compartilham muitas características em comum — cordialidade, diligência e inclusão. Sentiu uma forte conexão e proximidade com o público no palco, acrescentou ele.

   A apresentação atraiu um público diversificado que expressou entusiasmo com a nova etapa do intercâmbio bilateral. “Fiquei impressionado com a técnica e a emoção do pianista. Eu conhecia o Brasil pelo futebol e pelo samba, mas não sabia que o piano brasileiro tinha tanta força. Foi uma descoberta emocionante”, disse um estudante de música chinês presente no evento, acrescentando que pretende participar de outros eventos do Ano Cultural.

   A iniciativa do Ano Cultural 2026 foi lançada oficialmente no mês passado pelos governos dos dois países. A programação deve se estender por todo o ano, incluindo artes visuais, cinema e intercâmbios acadêmicos, entre outros, que serão apresentados em ambos os países.

   No próximo mês, será realizada em Brasília um concerto da Orquestra Sinfônica Nacional da China (OSNC). Yao Liang, primeiro-violino assistente da OSNC, antes de viajar ao Brasil, disse à Xinhua que é uma grande honra participar dos eventos do Ano Cultural China-Brasil. “O Ano Cultural tem um significado profundo. Os intercâmbios culturais podem aproximar populações de todo o mundo para se conhecerem e entenderem melhor, e dessa forma se sentirem vivendo em uma aldeia global desfrutando da fusão das culturas do ser humano”, disse Yao.

❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.

Cortes 247

Participe da discussão

Acompanhe as
últimas notícias