O plano de Ancelotti para Neymar no jogo BrasilxNoruega

A comissão técnica entende que Neymar ainda não está em condição ideal para suportar uma carga longa em alta intensidade

Neymar
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O Brasil prepara Neymar para ser trunfo em 30 minutos no mata-mata da Copa do Mundo, dentro de um plano de Carlo Ancelotti que prevê uso controlado do camisa 10 em momentos decisivos, sobretudo quando a seleção precisar mudar o rumo de uma partida. A estratégia, segundo apuração do UOL, considera o estágio físico do jogador e o impacto tático que sua entrada provoca na equipe.

A comissão técnica entende que Neymar ainda não está em condição ideal para suportar uma carga longa em alta intensidade. A avaliação interna é que, neste momento, o atacante pode oferecer seu melhor rendimento por cerca de meia hora, com possibilidade de aumento gradual da minutagem conforme sua resposta física ao longo da competição.

A ideia não é tratar Neymar como titular imediato, mas como uma peça de desequilíbrio. Ancelotti já deixou claro que quase utilizou o jogador na vitória por 2 a 1 sobre o Japão, em Houston. O camisa 10 foi considerado para entrar no segundo tempo e também na prorrogação, mas permaneceu no banco porque o Brasil conseguiu reagir e manter o controle do jogo sem alterar sua estrutura.

Após a partida, o técnico explicou a decisão. “Estávamos esperando o Neymar para a prorrogação”, afirmou Ancelotti. O treinador também disse que o camisa 10 poderia ter entrado por volta dos 60 ou 65 minutos, mas optou por preservar a organização da equipe depois que a seleção conseguiu empatar e passou a dominar as ações.

O ponto central do debate interno é o encaixe de Neymar no modelo atual da seleção. Para a comissão técnica, ele é visto hoje como alternativa para atuar pelo centro do ataque, com liberdade criativa e sem grandes obrigações defensivas. Essa função, porém, exigiria uma mudança relevante na dinâmica coletiva do Brasil.

O sistema de Ancelotti tem cobrado participação tática dos jogadores ofensivos que atuam por dentro. Nomes como Matheus Cunha, Igor Thiago e Endrick são utilizados com responsabilidades na pressão, na recomposição e na ocupação dos espaços. A entrada de Neymar, por outro lado, tende a reduzir esse equilíbrio defensivo em troca de maior capacidade de decisão no terço final.

Por isso, o uso do camisa 10 depende do contexto da partida. Neymar aparece como opção especialmente para cenários em que o Brasil precise buscar o resultado, aumentar a criatividade ou apostar em uma jogada individual capaz de romper uma defesa fechada. A comissão técnica avalia que sua presença pode ser decisiva, mas também exige proteção coletiva ao redor.

Contra o Japão, o roteiro quase levou à entrada do atacante. Neymar poderia ter sido acionado por volta dos 20 minutos do segundo tempo, mas o empate brasileiro mudou a leitura do jogo. Ancelotti avaliou que a equipe seguia criando chances, pressionando o adversário e oferecendo poucos espaços defensivos. Com o gol de Gabriel Martinelli no minuto final, a necessidade de recorrer ao camisa 10 desapareceu.

A estratégia deve se repetir diante da Noruega. Neymar será tratado como uma arma de banco, pronto para ser utilizado caso a seleção precise de uma intervenção técnica em um momento de maior tensão. A cautela também está ligada ao processo de recuperação e preparação física do jogador, que exigiu atenção especial durante a Copa.

O Brasil enfrenta a Noruega no domingo, às 17h, no horário de Brasília, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. A partida pode marcar um novo teste para o plano de Ancelotti: preservar o equilíbrio da seleção enquanto mantém Neymar como alternativa de impacto para decidir o mata-mata.

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