Não sou mãe Dinah, Rafael da Bahia, muito menos pai de santo, macumbeiro, vidente, tarólogo ou cartomante para cravar certas situações. Mas na política a gente fareja e sente. Aprende a perceber o significado de blefes, silêncio e mudança de discurso.
Esta semana, dia 19, publiquei um post com o seguinte título: Quem será que Vilela apóia mesmo ao governo e senado? (que o leitor pode ler aqui).
Lá pela tantas avalio sobre o governador Vilela: “E pro Senado Federal? Bom, Collor dá pra descartar. O senador demarcou território de oposição com duras críticas na saúde, educação e segurança. E isso já há bastante tempo. Sem candidato ao Senado, por enquanto, na baixa, por debaixo dos panos, o apoio de Vilela seria pra quem? Restam, com alguma viabilidade, Heloísa e Omar. Se observarmos, se lembrarmos, nenhum dos dois demarcou território de oposição e de críticas ao governo Vilela. Portanto, posso deduzir. Sim, é possível.”
E não é que acertei. O jornal Tribuna Independente de hoje (22) revela, com exclusividade, que o candidato a governador escolhido por Vilela, Júlio Cezar, declara, certamente autorizado pelo seu chefe, seu apoio e o do PSDB a Heloísa Helena (PSOL).
Portanto, não seria inválido, tampouco loucura, deduzir que havia uma aliança branca entre HH e Vilela a partir do entendimento que, em momento algum, ela dirigiu suas críticas contundentes à administração do tucano.
Porém, confesso que fiquei surpreso. Heloísa ligada ao atual governo seria uma contradição, um comportamento dúbio.
Certamente ela vai se posicionar e dizer se concorda ou não com a gestão do governador Vilela. O silêncio também é uma resposta.
E você, leitor, o que acha?
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