Opinião

Nem Merval apoia pedido de prisão de Lula

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O narrador Milton Leite, do SporTv costuma usar uma expressão muito peculiar quando um jogador se prepara para fazer uma jogada brilhante que depois se revela um fiasco:

“Ele pensou: hoje eu se consagro”!

Foi o que deve ter pensado o promotor Cassio Coserino ao formular o pedido de prisão preventiva de Lula. Que seria carregado em triunfo. Que seria erigida uma estátua para ele na Praça dos Três Poderes.

A repercussão, no entanto, foi a pior possível para ele.

Juristas, como Walter Maierovitch, disseram que a iniciativa, baseada em argumentos tais como “ele pode fugir do país”, “pode destruir provas e intimidar testemunhas” beira o absurdo.

Formou-se rapidamente uma unanimidade contra Conserino. Ficou muito evidente a tentativa de tentar prender Lula no tapetão.

No Senado, Cassio Cunha Lima ficou com os dois pés atrás. Não bateu bumbo, não, como costuma fazer para tripudiar do governo.

Conserino também não empolgou a midia.

Nem o antilulista, antidilmista e antipetista convicto Merval Pereira apoiou o pedido mequetrefe:

“Ele apresentou argumentos políticos e nenhum argumento jurídico” disse Merval, agora, há pouco na rádio CBN, em tom de reclamação.

Não me parece que esse pedido terá algum futuro, a julgar pelas primeiras reações.

E, se serviu para alguma coisa foi para confirmar a tese de que Lula, de fato, está sendo perseguido com fins políticos por meio de denúncias vazias.

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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