Opinião

2 semanas de Temer: medidas anti-populares, força de Cunha e efeitos contrários

De positivo mesmo, o Governo Temer só consegue ter é o apoio explícito do Supremo Tribunal Federal e do TSE blindando-o, como que fazendo parte de uma grande estratégia macro – institucional a favor dele na exata dimensão de estar contra o governo Dilma e na mira de Lula

Brasília- DF 01-07-2015- Vice-Presidente Michel Temer, Eduarado Cunha, Renan Calheiros, Presidente do PT, Rui Falcão durante posse da presidente do PCdoB, Luciana Santos. Foto: Lula Marques/ Agência PT
Siga o 247 no Google Notícias Seguir no Google Notícias Adicione o Brasil 247 como fonte preferencial no Google Apoie o jornalismo independente Apoie o 247

A semana, recém finda, provou que o novo Governo Temer, apesar de todos esforços para se credenciar dentro e fora do País, está longe de consolidar o respeito institucional pretendido diante de muitos fatos a desfazer o efeito positivo. Da influência de Eduardo Cunha interferindo no Governo e Congresso Nacional sob aval do STF, aos atos impopulares de extinção de Ministérios, em especial o da Cultura recriado, além do envolvimento de figuras chaves em escândalos – tudo isso tem tido repercussão negativa internacional contrária.

De positivo mesmo, o Governo Temer só consegue ter é o apoio explícito do Supremo Tribunal Federal e do TSE blindando-o, como que fazendo parte de uma grande estratégia macro – institucional a favor dele na exata dimensão de estar contra o governo Dilma e na mira de Lula.

Mas o STF, enfim, serve constitucionalmente para quê? Até quando o Supremo terá coragem de encarar o desgaste conceitual perante a sociedade atenta? Afinal, o papel de ministro é mesmo ser parte em favor da Oposição e ficar tudo assim sem correção?

A FORÇA NÃO INIBE REAÇÕES

A cada dia que passa, mais e mais segmentos e personalidades da vida nacional se incorporam numa grande adesão espontânea contra as medidas e o Governo Temer, exatamente porque a essência, estilo e conjunto do significado Temer se consolidam na contramão de muitos interesses setores organizados do País.

Até a FIESP que bancou/pagou aos parlamentares pelo Impeachment se coloca contra o Governo.

DESACERTOS E RECUOS

Em duas semanas apenas, o presidente interino já precisou desfazer-se ou recuar de diversos atos anunciados, a exemplo do caso emblemático da Cultura, que mesmo sendo recriado está longe de ter a desocupação dos prédios em mais de 20 Capitais no País porque os movimentos ativistas querem mais do que a recriação do Minc.

Temer tem enfrentado problemas na relação internacional diante da decisão do Ministro José Serra, das Relações Exteriores, de ameaçar extinguir Embaixadas em Países da África e América Central, bem como entrar em zona de conflito com muitos países da América do Sul – estes sem aceitar legitimar o Governo Temer.

NA COMUNICAÇÃO, O RETROCESSO

Como já lembrara a vanguardista Tereza Cruvinel, o Governo Temer está sepultando as políticas Republicanas adotadas com apoio do então deputado federal paulista no campo da comunicação oficial.

A EBC agoniza sob protestos dos diversos segmentos representativos do setor até porque passa a ser um instrumento partidário já em curso em poucos dias.

❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.

Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

Participe da discussão

Acompanhe as
últimas notícias