É curioso que as cidades do centro-sul, que faziam as maiores manifestações por “Fora Dilma!”, são, hoje, as que também fazem as maiores pelo “Fora Temer”.
O que faz mudar as vaias do Maracanã, antes “Fora Dilma”, agora “Fora Temer”? O preço dos ingressos e, portanto, o público, com certeza não foi.
Com o que recheiam o “Fora Temer”?
Qual sabor predomina e predominará no recheio?
Nele mora o perigo, sobretudo para os que seguem assistindo a crise política.
Um surto democrático toma o País? Um novo ciclo de “lutas democráticas”, como as “jornadas de junho” foram classificadas por uns, desaguando numa boçal micareta udenista?
Por isso, melhor pensar um pouco mais antes de embarcar em diretas.
Melhor a preservação das políticas sociais mediadas com soluções para a economia que envolvam, proporcionalmente, todas as camadas sociais, pela reforma política e por um 2018 com todas as forças e lideranças políticas.
O que parte das ruas deveria fazer é impedir que o PSDB chantageie o governo e o Congresso para aplicar a agenda derrotada em 2014, aproveitando a repressão policial para escancarar a decrepitude dos atuais sistemas de “segurança”.
Foto: Mídia Ninja
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