Anos atrás, em tempos fechados, recorria-se normalmente – e muito – ao bispo ou ao juiz para resolver excessos na vida democrática do Brasil.
Na fase atual, diante de tudo que existe de Grande Trama para eliminar Lula e o PT, na mesma ordem inversa onde ninguém da atual situação (ex-oposição) é afetado ou punido, já não vale recorrer ao juiz, só mesmo ao bispo sem prestígio pode – se socorrer.
Enquanto o STF recusa prender Eduardo Cunha, acusado formalmente de desvios, da mesma forma que o procurador Rodrigo Janot age descaradamente protegendo PSDB, PMDB, etc e seus líderes, eis que o juiz Sérgio Moro apronta mais uma vez mandando prender o ex-ministro Guido Mantega, depois determina soltá-lo em mais um ato de excesso inaceitável no caso Lava Jato.
ABUSO SOBRE ABUSO
A ordem jurídica no País perdeu seu referencial e zelo pelos primados da Constituição diante de uma super-estrutura montada com aval do capital e de setores dos EUA, exclusivamente com objetivo de entregar nosso patrimônio ao interesse externo, mas antes disto precisando fulminar as conquistas da era Lula/Dilma e, pior, a legenda petista e seu principal líder.
Ora, se tudo isso é verdadeiro, quem vai colocar o “guizo no gato” na estratégia produzida por quem deveria estabelecer a Justiça diante de toda a realidade em curso? Como fica já se identificando projeções de que a nova fase leva a convicções de que a Lava Jato é apenas instrumento político e só.
Quando, por fim, as instituições e nomes relevantes do País vão se unir para gerar meios políticos e jurídicos de conter tamanha anomalia?
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