Para o deputado Wadih Damous (PT-RJ), a condução coercitiva do jornalista Eduardo Guimarães deve ser considerada como um sequestro autorizado pelo juiz Sergio Moro e realizado por sua força tarefa com um objetivo que a seu ver parece estar ficando claro:
– O vazamento, para um site de direita, relacionado com o teor do depoimento de Guimarães, reforça a suspeita de que pode ter havido uma arapuca, uma tentativa de utilizar o blogueiro para atingir o Lula. E por que só agora? Porque um ano depois do depoimento coercitivo de Lula não conseguiram provas para prendê-lo. Nem com tríplex, nem com pedalinhos em Atibaia. Então, no desespero, podem ter mesmo buscado, através deste sequestro, elementos para acusar Lula de destruição de provas e/ou a obstrução da justiça, mas isso também não vai prosperar. Vai restar apenas a ampla condenação a Moro por mais esta ilegalidade.
O Instituto Lula, quando também foi alvo de busca e apreensão, foi inteiramente vasculhado. Se tivessem encontrado alguma prova ou indício de que Lula destruiu documentos ele já estaria sendo acusado de obstrução da justiça. O depoimento coercitivo de Guimarães para força-lo a entregar sua fonte está sendo condenado por todas as instituições de representação e defesa da liberdade de imprensa. Depois da OEA, do Repórteres sem Fronteiras, da Fenaj e de tantos outros organismos, quem se pronunciou hoje foi a Abraji, Associação Brasileira de Jornalistas Investigativos.
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