Com 5 inquéritos cada um, os senadores Aécio Neves e Romero Jucá são os recordistas da lista de Janot, cujo sigilo acaba de ser quebrado pelo ministro Luiz Fachin, do STF, que também autorizou o início das investigações.
O senador Renan Calheiros está em segundo lugar, com 4 inquéritos.
Citado por delatores no episódio do jantar com Marcelo Odebrecht no Jaburu, Temer só não está na lista de investigados porque a constituição não permite investigar presidente da República por atos anteriores ao mandato, mas tudo indica que será alvo quando deixar de ser presidente.
Na lista de nove ministros a serem investigados, a grande surpresa é Roberto Freire, da Cultura, um dos mais moralistas críticos do PT.
Ao lado dele, o novo ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, também combativo moralista anti-PT que, ao que tudo indica se inviabilizou no cargo. Qualquer viagem que fizer ao exterior vai ter que explicar porque está sendo investigado, o que é um enorme constrangimento para o governo e para os brasileiros.
Os demais são mais ou menos aqueles cujos nomes são ventilados aqui e ali: Eliseu Padilha, Moreira Franco, Bruno Araújo, Kassab, Blairo Maggi, Helder Barbalho, Marcos Pereira.
A bancada Odebrecht é formada por 42 deputados e 29 senadores, alguns do PT, do PC do B, mas a maioria aliados do governo Temer que votaram pelo impeachment de Dilma. Destaque para os presidentes da Câmara (Rodrigo Maia) e do Senado (Eunício Oliveira) e para a cristã nova Marta Suplicy que saiu do PT criticando o comportamento ético do partido.
República das Bananas é elogio.
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