Apesar de complicar a situação da ex-presidente Dilma ao confessar que parte da verba de campanha ele recebeu via caixa dois do sistema Odebrecht, e no exterior, o marqueteiro João Santana complicou muito mais a vida de Temer.
Contou ao ministro do TSE Herman Benjamin, com aquela calma que a baianidade lhe impõe, que suas pesquisas da campanha de 2014 indicavam alta rejeição do vice da chapa, Michel Temer.
E o motivo era assustador: associavam-no ao satanismo.
Como se não bastasse ter sido apelidado de “Mordomo de filme de terror” pelo então presidente da Câmara, Antônio Carlos Magalhães, agora estava sendo identificado como adorador de Satã.
Num país supersticioso (e cristão) como o nosso ninguém se elege com essa pecha.
Claro está que Santana, que não queria perder a eleição, decidiu colocar Temer na geladeira. Se habitualmente nenhum vice acrescenta votos à cabeça de chapa, nesse caso o risco era de que os tirasse.
Alheio aos fatos, Temer insistia em aparecer. Quer dizer, insistia, não, “enchia o saco”, na descrição literal e chula de Santana.
De tanto “encher o saco”, o vice decorativo acabou ganhando seu espaço. Apareceu algumas vezes.
Mal sabia ele que sua insistência resultou na prova de que ele usufruiu do caixa 2 da campanha, tal como Dilma.
O próprio Santana deu essa dica ao ministro.
Não há mais como aceitar a separação dos componentes da chapa presidencial.
Estavam juntos e misturados.
Como se vê, muito antes do impeachment fajuto a população já gritava “vade retro, Temer”!
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