Opinião

Procuradores da Lava Jato defendem financiamento privado de campanha

Ser contra o financiamento público é o equivalente a defender a interferência da JBS, da Odebrecht, da OAS, dentre outras acostumadas a comprar bancadas nos parlamentos e nos executivos

Ser contra o financiamento público é o equivalente a defender a interferência da JBS, da Odebrecht, da OAS, dentre outras acostumadas a comprar bancadas nos parlamentos e nos executivos
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Vai entender esse pessoal da lava jato, que, em vídeo, defende o financiamento privado nas campanhas eleitorais.

Ser contra o financiamento público é o equivalente a defender a interferência da JBS, da Odebrecht, da OAS, dentre outras acostumadas a comprar bancadas nos parlamentos e nos executivos.

Os procuradores Deltan Dallagnol e Carlos Fernando dos Santos Lima publicaram um jogral na internet para detonar o financiamento público e o “distritão” nas eleições de 2018.

“A falsa reforma política que está aí não nos representa. Ela serve aos interesses da Velha Política e não dos brasileiros”, afirmou Deltan.
Seriam os membros da força-tarefa adeptos da “modificação leopardiana” no sistema eleitoral? [“tudo deve mudar para que tudo fique como está”].

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) afirmou que o “financiamento privado é início da corrupção”.

Em repostas ao juiz Sérgio Moro, que também condena o financiamento público, o parlamentar disse que “o financiamento privado de campanhas é instrumento de dominação do capital sobre a Nação”. E continuou: “Por quem sois Sergio Moro?”, espezinhou.

“Financiamento público de campanhas, com valores modestos, e fim da orgia da gastança eleitoral”, concluiu Requião.

A meu ver, o único ponto interessante na reforma eleitoral é justamente o financiamento público das campanhas eleitorais. É muito dinheiro, companheiros? Infelizmente, é o preço da democracia…

Quanto ao “distritão”, estamos de acordo. Visa perpetuar os mesmos de sempre. Mas sem essa de criminalizar a política, meus caros.

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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