O ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), braço direito de Michel Temer, foi preso novamente na manhã desta sexta-feira (8). A ele sobram as seguintes opções: 1- apodrecer na cadeia; ou 2- delatar o “chefe” do esquema.
Geddel caiu novamente após a PF apreender na terça-feira (5) uma montanha de dinheiro — R$ 51 milhões — escondida num bunker em Salvador. Foi a maior apreensão de dinheiro vivo da história da Polícia Federal.
Há suspeita de que parte desse dinheiro seria distribuída como propina a membros da cúpula nacional do PMDB.
A ficha corrida de Geddel é longa e antiga. Ela data dos anos 90, na era FHC, quando ele e Michel Temer chantagearam o então presidente Fernando Henrique Cardoso para abafar investigações sobre a compra de votos para a reeleição. Ambos os peemedebistas só sossegaram a “periquita” quando arrancaram do tucano os ministérios dos Transportes com Eliseu Padilha e Íris Rezende.
Entretanto, há quem defenda Geddel. A mãe dele, dona Marluce Quadros Vieira Lima , disse a policiais que foram buscar o ex-ministro às 5h40 de hoje: “Meu filho não é bandido, é doente”.
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