A estratégia que o revisor Leandro Paulsen apresentou em seu voto é, em muitos aspectos, semelhante à escolhida por Moro e pelo relator João Gebran Neto: um voto extenso, cansativo, que margeia o caso, mas pouco se refere ao que mais importa, a propriedade do triplex.
Paulsen parece ter baseado seu voto no power-point de Dalagnol. Usa e abusa de acusações genéricas, assim como Moro e Gebran, tais como “criminalidade organizada”, “Lula no vértice do esquema criminoso”.
Frases de efeito entraram em sua longa, monótona e cansativa explanação:
“Ninguém será absolvido por ter costas quentes”.
“Temos de impedir que dinheiro público viaje na bagagem da impunidade”.
Elogios a Moro não deixaram dúvida acerca de seu voto. A certa altura ele cita uma frase da sentença:
“Por mais alto que você esteja, a lei está acima de você”.
Mas nada de mostrar que Lula é o dono do triplex.
Depois de 60 minutos de blablabla não há dúvida que ele vai marcar o segundo gol de mão contra Lula.
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