Opinião

Parente pede pra sair. Temer perto da cadeia

A queda de Pedro Parente, o capacho das multinacionais do petróleo e queridinho do “deus-mercado”, deve acelerar ainda mais o final melancólico de Michel Temer. A Bolsa de Valores de São Paulo, antro dos especuladores financeiros, já deu o sinal, com uma brutal retração das ações da Petrobras. O usurpador não serve para mais nada

Brasília - O presidente Michel Temer e o presidente da Petrobras, Pedro Parente participam da divulgação do Plano de Negócios e Gestão 2018-2022 da Petrobras (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
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Em carta divulgada nesta sexta-feira (1), o exterminador Pedro Parente pediu demissão da presidência da Petrobras em caráter “irrevogável e irretratável”. Vaidoso e prepotente, ele afirma que “faço um julgamento sereno de meu desempenho, e me sinto autorizado a dizer que o que prometi foi entregue”. De fato, ele “entregou” a estatal aos interesses de rapina das multinacionais do petróleo, satisfez o “deus-mercado” com uma política criminosa de liberação dos preços dos combustíveis e foi responsável por um novo apagão no país. No triste reinado de FHC, o “gerente” tucano causou o colapso da energia. Agora, ele foi o maior culpado pelo caos nos transportes, que gerou desabastecimento no país e causou enormes prejuízos à combalida economia nacional.

O próprio exterminador, que ficou no cargo exatamente dois anos, confessa que a greve dos caminhoneiros foi o principal motivo do seu pedido de demissão. Na carta, ele reconhece que a paralisação trouxe “graves consequências para a vida do país” e crítica o debate “intenso e por vezes emocional” causado pelo episódio. Mesmo assim, ele defende sua ação desastrosa, argumentando que “os resultados obtidos revelam o acerto do conjunto das medidas que adotamos, que vão muito além da política de preços”. Como conclusão, ele observa que diante dos “questionamentos” sofridos – feitos, inclusive, por integrantes do covil golpista – não teria mais como ficar no posto. “Diante deste quadro fica claro que a minha permanência na presidência da Petrobras deixou de ser positiva e de contribuir para a construção das alternativas que o governo tem pela frente”.

A queda de Pedro Parente, o capacho das multinacionais do petróleo e queridinho do “deus-mercado”, deve acelerar ainda mais o final melancólico de Michel Temer. A Bolsa de Valores de São Paulo, antro dos especuladores financeiros, já deu o sinal, com uma brutal retração das ações da Petrobras. O usurpador não serve para mais nada – só falta pregar os últimos pregos no seu caixão. Ele já não conta com a confiança da cloaca empresarial que financiou o golpe que alçou ao poder a sua quadrilha. A mídia chapa-branca, nutrida com milhões em publicidade oficial, agora também tende a descartá-lo de vez. Há boatos de que Michel Temer até pensou em renunciar na semana passada. Ele só desistiu porque sabe que poderá ser preso quando deixar o Palácio do Planalto. Além de destruir a economia e sabotar a democracia, o usurpador está metido em vários escândalos de corrupção.

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