Pensar um projeto de poder, em especial 1 projeto contra-hegemônico de poder, sem tem a devida apreciação sobre o papel das Forças Armadas, é uma ingenuidade que não poderia ter sido repetida depois do golpe de 1964.
A burguesia é atavicamente conspirativa, anti-democrática, e as Forças Armadas desempenham-se na função de guardiões da ordem burguesa.
A atitude do presidente Tabaré é alentadora, porque observa-se no Uruguai a mesma escalada de eventos que ocorreram no Brasil nos últimos anos, em especial em 2013, e que culminaram na eleição fraudada do Bolsonaro.
Temas estranhos à longa tradição republicana do país vizinho saíram do porão sombrio e passaram a frequentar a paisagem pública, com muita semelhança com o processo acontecido no Brasil.
São temas como: a proliferação de igrejas neopentecostais, a histeria anti-corrupção, discursos incentivadores de ódio e intolerância, ativismo dos militares, defesa de intervenção militar, a guerra cibernética e a demagogia do outsider.
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