Opinião

O outdoor da ilegalidade

Aterrissados neste século XXI, desfrutamos das notícias mais estapafúrdias advindas de uma corajosa operação denominada de VAZA JATO, uma verdadeira odisseia investigativa que corrobora, agora mais do que nunca, com o pensamento de nosso mais ilustre polímata: “A pior ditadura é a do poder judiciário. Contra ela não há a quem recorrer”

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Num Brasil repleto de disparidades e desigualdades já existiram juristas como Rui Barbosa – que além de poeta, jornalista, diplomata, membro-fundador da Academia Brasileira de Letras, foi ministro da fazenda do governo provisório da República.

Elísio Sá, também advogado e baiano, fora assessor daquele que mais tarde ficou conhecido como o Águia de Haia; em função de sua participação notória, na II Conferência Internacional da Paz em 1907 onde discursou em defesa das liberdades nos estados nacionais.

Escritor e jornalista, Rui deixou obras como “A imprensa e o dever da Verdade.”

Elísio Sá e Rui Barbosa foram homens que viveram em uma época em que a palavra valia um fio de bigode – Século XIX para o século XX. 

Apesar de grande orador, Rui Barbosa tinha alguns de seus discursos escritos por meu bisavô: o jurista Elísio Sá primo do ministro Francisco Sá; durante sua campanha civilista para a presidência da República.

Sim, o meu bisavô, foi um jurista, que veio da Bahia para o Rio de Janeiro com sua família por conta de uma traição política, em uma pré candidatura a prefeito de Lençóis. 

Aterrissados neste século XXI, desfrutamos das notícias mais estapafúrdias advindas de uma corajosa operação denominada de VAZA JATO, uma verdadeira odisseia investigativa que corrobora, agora mais do que nunca, com o pensamento de nosso mais ilustre polímata: “A pior ditadura é a do poder judiciário. Contra ela não há a quem recorrer.”

Chamar de injustiça o que fora dito dentro do grupo “Filhos de Januário” se constitui em lisura. 

Na verdade o nome correto para esta barbárie sob forma de diálogos entre os tais procuradores da República da Operação Lava Jato precisa ser classificado com precisão: ilegalidade.

Se Rui Barbosa, Elísio Sá, ou qualquer outro jurista comprometido com a verdade pudessem retornar da morte em uma máquina do Tempo – e vislumbrassem a imagem do outdoor localizado na saída do Aeroporto de Curitiba – pago para ser instalado por um procurador; certamente morreriam novamente, ao tomarem conhecimento do tamanho real desta operação de força tarefa ilegal – símbolo da impunidade dentro do sistema judiciário nacional.

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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