Por Leandro Fortes, do Jornalistas pela Democracia
Em Fortaleza, uma plateia de empresários aplaudiu, alegremente, a fala na qual Paulo Guedes, ministro da Economia, ressuscitou a grosseria de Bolsonaro sobre Brigitte Macron.
Chamou-a de feia, mais especificamente, reiterou-lhe a feiura, para dar razão ao preconceito e à deselegância do chefe, com quem aprendeu uma lição fundamental: é preciso deixar a cadela do fascismo sempre no cio.
Guedes, com seu aspecto repugnante de derretimento moral, deve se achar lindo. Assim como Bozo, em seu delírio particular, tentando articular palavras com a boquinha torta e mal cheirosa com a qual ofende, insulta e desrespeita meio mundo.
Ainda assim, tanto um quanto o outro sempre encontram plateias para seus arroubos. Sempre. E esse é um problema maior do que os dois.
Enquanto houver gente disposta a aplaudir a fala de imbecis e a louvar-lhes as considerações cretinas, a democracia vai estar sempre em perigo.
É certo que um dia, espero que, em breve, essa gente horrível voltará para o ninho de ratos de onde jamais deveria ter saído.
Mas, ainda assim, nos restará a tarefa inadiável de enfrentar as razões que levaram a nação a elegê-los e, mesmo antes disso, aplaudi-los.
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