Opinião

Sem noção

Um grupo de pessoas sem definição no âmbito da cidadania, marchou, cantou a Canção do Exército entre outros hinos nacionalistas e bateu continência para um dos símbolos do imperialismo. O extremismo chegou a um ponto em que as pessoas perderam a noção do ridículo

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Diante de uma réplica ordinária da estátua da Liberdade que polui o ambiente visual em torno das lojas Havan, de propriedade do empresário sonegador e bolsonarista Luciano Hang, na cidade de Araçatuba em São Paulo, um grupo de pessoas sem definição no âmbito da cidadania, marchou, cantou a Canção do Exército entre outros hinos nacionalistas e bateu continência para um dos símbolos do imperialismo.

Constrangimento seria uma das palavras para definir o ato, que supostamente foi realizado para pedir a cabeça do ministro Gilmar Mendes, do STF. Essa gente se julga patriota porque veste a camisa da CBF, canta em louvor a Deus e serve ao conservadorismo hipócrita.

O extremismo chegou a um ponto em que as pessoas perderam a noção do ridículo, não percebem que são manipuladas por ideias protofascistas, que são levadas para fora de suas casas para passar vergonha.

A manifestação foi tão bizarra, que talvez tenha sido realizada por figurantes remunerados, isso alivia o sentimento de vergonha alheia, afinal, quem, em condições normais, pensa que vai mudar o país marchando e cantando em frente à uma estátua?

Enquanto isso, o Festival Lula Livre encantou e encheu de esperança milhares de pessoas bem resolvidas no Recife.

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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