O marketing se tornou um obstáculo para quem quer vender um produto ou uma ideia. A palavra já é de uma infelicidade monstruosa: ‘marketing’.
É velha, é feia, é vazia, é pejorativa, cheira a naftalina podre.
A expressão do ‘marketing’ é essa campanha do jornal Folha de S. Folha pelo amarelo. Ela vai matar o amarelo para sempre (quem é o marqueteiro que foi pago para fazer aquilo?).
Uma campanha com gente dançando de amarelo em coberturas de edifícios, com a intelectualidade ‘de marca’ convocada para morder um cacho de banana e com uma música que mais parece um jingle de sabão em pó embolorado de velho?
Todo mundo enlouqueceu?
Eu fico pasmo com a preguiça intelectual das pessoas que acreditam estar no século 21 mas que, na verdade, estão no século 20 (ou 19).
Google e Facebook operam num conceito absolutamente novo de comunicação e essas criaturas ainda lidam com pressupostos embolorados daquilo que de pior que o século 20 produziu.
Preferem ficar criticando o “algoritmo”, sem sequer entender do que se trata.
Não é fácil.
Consultorias faturam horrores vendendo o que de mais velho existe no mercado da comunicação.
Eu tenho relatos de sites e blogs que fecharam meses depois de abrir justamente por não roçar sequer uma linguagem mais conectada às demandas cognitivas reais do público digital.
Todos com ferozes investimentos em consultoria e… Marketing!
Critica-se o gabinete do ódio, mas recusa-se produzir um ‘gabinete do amor (e da inteligência)’.
Enquanto isso, o formato obsoleto do Estado vai carcomendo qualquer possibilidade de reação popular no Brasil e no mundo.
O PT conseguiu, dentro desse formato obsoleto de Estado, produzir democracia, um feito absolutamente sem precedentes.
O próximo passo lógico seria reformar o Estado e a relação com a soberania popular para que tivéssemos mais um ciclo de crescimento e intensificação da cidadania.
Mas os detentores do poder residual de mídia e financeiro fogem da inovação como o diabo foge da cruz.
As jornadas de 2013, patrocinadas pelo capital estrangeiro, vieram com uma pauta difusa e confusa para reformar o Estado e conseguiram o seu exato contrário: a manutenção do que de pior já foi elaborado em termos de política de Estado. A regressão absoluta e assustadora que desembocou no ‘genocídio populista’ – sic – de Bolsonaro.
Mas a gente contrata um marqueteiro ou um ‘especialista em comunicação digital’ e resolve tudo isso, né?
Francamente.
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