247 – Existe uma defasagem nos dados relativos às madeiras que circulam no território brasileiro que prejudica a fiscalização do mercado. O Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor), do Ibama, é alimentado pelas secretarias de Meio Ambiente estaduais, e estas não o fazem de forma consistente. Além disso, Pará e Mato Grosso, os maiores produtores de madeira do Brasil, têm sistemas próprios e não passam dados ao Ibama desde uma decisão da Justiça para não aderirem ao sistema.
O Sinaflor foi lançado em 2018 e poderia conter dados desde a exploração até o destino final do produto. “Só que sem os estados fornecendo as informações, o sistema não serve para muita coisa, não é possível saber o que é legal ou ilegal”, diz a ex-presidente do Ibama Suely Araújo.
Atualmente, a identificação da madeira ilegal é feita apenas por entidades de pesquisa, como o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e o Instituto Centro de Vida (ICV).
Com informações do Globo.
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