Por Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia
Três dias depois de prometer botar a cara no fogo pelo ministro da Educação, Bolsonaro deve estar em chamas a essa altura.
Ontem, novas revelações elevaram ainda mais a temperatura do escândalo dos dois pastores evangélicos que cobravam até em barras de ouro para facilitar liberação de verbas para prefeitos.
Ficamos sabendo que bíblias com foto do ministro, também pastor, entraram no toma-lá-dá-cá dos vendilhões do templo.
Hoje, Milton Ribeiro entregou o cargo “para não atrapalhar a campanha”.
Na verdade, já atrapalhou. O lema “no meu governo não tem corrupção” foi por água abaixo. Os votos evangélicos também vão minguar. Religiosos tementes a Deus vão apoiar um governo de fariseus?
Mas a história não termina com a troca de ministro.
As negociatas atendiam a um “pedido especial” de Bolsonaro, como o próprio ministro disse e está gravado.
A ministra Cármen Lúcia, do STF, que já autorizou a PGR a investigar o, a essa altura, ex-ministro, sugeriu que o presidente da República também deveria ser investigado.
Ou seja, vai sobrar para ele. E um escândalo desse tamanho em ano de eleições é tudo o que um candidato à reeleição não quer que aconteça.
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