Opinião

Tucanos fora da corrida presidencial

“O PSDB se tornou um partido quase nanico depois da janela partidária”, escreve o jornalista Alex Solnik

Bruno Araújo e João Doria
Siga o 247 no Google Notícias Seguir no Google Notícias Adicione o Brasil 247 como fonte preferencial no Google Apoie o jornalismo independente Apoie o 247

Por Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia

Não adianta João Doria trocar o comandante de sua campanha, o presidente do PSDB, Bruno Araújo, pelo seu fiel aliado Marco Vinholi, como foi anunciado hoje. Araújo não é o culpado pelo pífio desempenho do ex-governador na atual campanha. 

O fato é que o PSDB se tornou um partido quase nanico depois da janela partidária, com apenas 24 deputados federais. 

Ao se aliar a partidos bem maiores – o União Brasil, com 52 deputados e o MDB, com 40 – o PSDB perdeu força para impor decisões a seu favor, seja com João Doria, seja com Eduardo Leite.

E é também óbvio que um partido com apenas 24 deputados não tem condições para entrar sozinho na corrida presidencial.

Tudo indica que, pela primeira vez desde a redemocratização, os tucanos vão ficar fora da eleição nacional, já que o União Brasil vai de Luciano Bivar e o MDB deverá indicar Simone Tebet a vice.

A não ser que o ex-governador paulista, que tem obsessão pelo Planalto, insista em se candidatar só com o apoio do seu partido, contra tudo e contra todos, e corra o risco de bater o recorde negativo da campanha de 2018, quando o então tucano Geraldo Alckmin obteve 4,6% dos votos.

Bem fez Alckmin, pulando fora da canoa furada antes de afundar.

(Conheça e apoie o projeto Jornalistas pela Democracia

❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.

Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

Participe da discussão

Acompanhe as
últimas notícias