Era quase consenso que a maior ameaça à democracia seria um golpe de estado liderado por Bolsonaro. Mas as urnas revelaram uma ameaça maior que essa: a reeleição.
Não importa discutir se as pesquisas enganaram os eleitores ou os eleitores enganaram as pesquisas. Os números de Lula, por sinal, batem com elas. Bolsonaro é que ficou muito acima. Eleitores de Ciro migraram para ele e não para Lula na reta final, desidratando Ciro, que teve 3%.
O fato é que Lula e Bolsonaro vão para um segundo turno imprevisível. E o futuro da democracia está em jogo.
Lula tem uma frente de 6 milhões de votos. Simone, mais Ciro, mais Soraya tiveram, juntos, 9 milhões. Ciro já deu sinais de que pode repensar sua decisão de não apoiar Lula no segundo turno. Simone e Soraya foram, em todos os debates, as maiores algozes de Bolsonaro.
Agora que a ameaça de destruição de tudo o que foi construído desde 1985 fica maior, é imperativo que esses três defensores da democracia cerrem fileiras com Lula.
Não há mais espaço para tergiversações.
É o que o Brasil e o mundo esperam deles.
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