Opinião

Lula tomou posse ontem

“Lula ocupou todo o espaço político, ao se encontrar, na capital da República, com os caciques dos outros dois Poderes”, escreve Alex Solnik

Luiz Inácio Lula da Silva
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Depois de quatro anos de golpismo galopante e insano, a democracia venceu mais uma vez. Foram duas vitórias. No dia 30 de outubro e no dia 9 de novembro. Nas urnas e nas tentativas de culpar as urnas pela derrota. Acabou.

Bolsonaro queimou seu último cartucho. O relatório dos militares, sua derradeira esperança de virar a mesa, concluiu que as eleições foram limpas. 

Os golpistas profissionais e os manipulados por esses ficaram sem discurso. Só resta ao ainda presidente que abdicou do trono dois meses antes do fim ir para casa. 

No mesmo dia do relatório, que era para ser uma bomba, mas foi um traque, Lula ocupou todo o espaço político, ao se encontrar, na capital da República, com os caciques dos outros dois Poderes. 

Pareceu a posse dele. E acho que foi mesmo, já que tem que ter alguém na presidência.

Pela primeira vez em quatro anos, o país viu os Três Poderes conversarem de forma civilizada, sem ranger de dentes, sem cara de poucos amigos, como manda a constituição. 

A primeira coletiva de Lula depois de eleito em Brasília foi outro sinal alvissareiro. Em vez de grosseria, insultos e provocações, marcas do ainda inquilino do Planalto, respostas inteligentes, interessantes e bem humoradas, como essa: 

“Quando perdia uma eleição, eu ficava triste. Deprimido, não. Corinthiano não fica deprimido”.

O Brasil está voltando a ser o Brasil.   

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Cortes 247

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