Eu, 73, gostei da decisão de Lula, 77.
Nomeou para os comandos das Forças Armadas os generais, almirantes e brigadeiros mais antigos.
Não escolheu pela cor dos olhos, pela ideologia, pelo carisma. Colocou quem espera há mais tempo para assumir a liderança. Premia quem há mais tempo dedica seu dia a dia às FFAA.
Mostrou, assim, respeito à hierarquia, talvez o valor mais prezado pelos militares. E também que não pretende retaliar ninguém. Militares que transgridem a constituição devem ser julgados pelo Superior Tribunal Militar. Sem interferência, pró ou contra, do ministério da Defesa.
Os mais antigos já passaram por situações difíceis. Estão mais preparados para enfrentar outras. Conhecem a história militar não por ouvir dizer, mas por tê-la vivido. Sabem o que o militar pode e não pode fazer. Conhecem seus deveres e direitos.
E, sobretudo, os mais velhos têm mais juízo.
Tirar a política de dentro dos quartéis é a tarefa que se impõe, depois de quatro anos em que a caserna foi contaminada pela ideologia. Retomar obrigações constitucionais é o caminho para a unidade e a pacificação das tropas.
O velho diabo não é mais esperto por ser diabo, mas por ser velho.
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