O ex-ministro da Justiça, Anderson Torres preferiu ficar em silêncio ao ser interrogado pela Polícia Federal, agora há pouco, em Brasília.
Isso quer dizer que ele não tem uma explicação convincente para a troca de comando da PM, nem para a minuta da intervenção no resultado das eleições, encontrada em sua casa, enquanto gozava férias em Miami, dias depois de assumir a secretaria de Segurança do DF.
A situação dele piorou. Se as acusações fossem inconsistentes, teria botado a boca no trombone, desmentido veementemente. O silêncio que escolheu é o silêncio dos culpados.
Ficou em silêncio porque sabia que, se começasse a falar, teria de denunciar seu chefe.
O seu silêncio tenta preservar Bolsonaro. Mas, ao tornar essa intenção evidente, denuncia mais que preserva: se Bolsonaro estivesse isento de culpa, não precisaria ser protegido.
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