Opinião

Até que enfim Barroso acertou uma

A esta altura do campeonato, só se espera que Barroso permaneça do lado certo e não cometa mais erros como o de apoiar Sergio Moro

Brasília (DF), 12/07/2023 - Ministro do STF Luís Roberto Barroso participa da abertura do 59º Congresso da UNE
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Luis Roberto Barroso ostenta um histórico de posições políticas e/ou jurídicas deveras equivocadas — para ser suave. Equivocou-se ao apoiar a Lava Jato, equivocou-se ao votar a favor da prisão em 2a instância, equivocou-se ao votar contra a suspeição de Moro…

Em sua defesa, pode-se acusar Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Rosa Weber, Cármem Lúcia, Luiz Fux e Edson Fachin da mesma coisa, só para ficarmos nos atuais ministros do STF. Todos eles cometeram, ao menos uma vez, quase todos os equívocos de Barroso.

Agora, em relação à fala do ministro no Congresso da UNE, ao dizer “nós derrotamos o bolsonarismo” não cometeu erro algum, pois é óbvio que não quis dizer “Nós [do STF] derrotamos o bolsonarismo”; disse apenas que a maioria do povo brasileiro derrotou o bolsonarismo ELEITORALMENTE.

Barroso poderia ter sido mais preciso, poderia ter deixado ainda mais claro que se referia ao voto popular. Dê-se a ele um desconto, porém, em razão da vaia burra de um grupo de estudantes contra o ministro — o que, bem provavelmente, afetou-lhe o raciocínio.

Em tempo: uma vaia sem propósito inteligível e que só serviu para pôr a bola na marca do pênalti para o bolsonarismo.

Ah, mas em visita aos Estados Unidos Barroso disse “perdeu, Mané” a um bando de nazibolsonaristas que o insultavam e ameaçavam aos berros e com aquele vocabulário ao rés do chão que nossos maltratados olhos e ouvidos estão acostumados a ler e ouvir. Ora, bolas, o que esperavam, que o ministro lhes declarasse amor eterno?

A esta altura do campeonato, só se espera que Barroso permaneça do lado certo e não cometa mais erros como o de apoiar Sergio Moro, aventureiro que saiu da obscuridade atentando contra o Estado de Direito e a Constituição. E ainda usando Lula como escada.

Luís Roberto Barroso vai comandar STF e CNJ a partir do segundo semestre. E no atual estado de nossa democracia, comandar instituições desse calibre é uma missão que exige inteligência e lucidez. Atributos que Barroso não tem demonstrado até quando acerta.

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