Está na cara que o PSB vai ser atingido pela minirreforma que vem aí. Não tem como justificar, aos demais aliados (antigos e novos) que um partido com apenas 15 deputados comande três ministérios.
Tirar ministério de Alckmin seria enfraquecê-lo e contrariá-lo: ele já deixou claro que prefere ficar na Indústria e Comércio. É a sua praia. E Lula sabe muito bem que um vice contrariado é sempre um perigo.
Flávio Dino, o ministro mais bem avaliado, só sai da Justiça e Segurança Pública se pedir pra sair. E ele não vai pedir pra sair.
Vai sobrar, é claro, para Márcio França. Sua declaração de ontem dá a entender que seu destino está traçado e ele já sabe que será degolado:
“Um dia você é tudo; no outro, é nada”, ele disse ao “O Globo”.
Seu papel na eleição de Lula foi fundamental. Ele teve a ideia da chapa, articulou a composição de Lula com Alckmin e desistiu da eleição a governador em favor de Haddad.
Foi a época em que ele foi “tudo”. E ganhou um ministério.
Agora que o governo já está no Planalto e luta para permanecer, virou “nada”.
O nome da sua pasta vem a calhar: Portos e Aeroportos é onde se embarca e se desembarca.
Nem um eventual apoio na eleição a prefeito de São Paulo no ano que vem ele vai ter.
Lula fechou com Boulos.
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