Opinião

A retomada do Oriente pelo grande império

“Israel se tornou o aríete do projeto imperialista norte-americano. No fundo, é a retomada do Oriente”, analisa Hildegard Angel

Faixa de Gaza
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Apesar das duas guerras mundiais, da bomba atômica, das guerras do petróleo, o século XX foi um período de avanço civilizatório, em que vimos os países europeus devolverem colônias, vimos crimes de guerra serem julgados e punidos, houve o Tribunal de Nuremberg, época em que a ONU impunha autoridade e respeito entre as nações. Nesse tempo, a partir da segunda metade do século passado, o único país democrático que protagonizou guerras e conflitos expansionistas foi Israel. 

As guerras expansionistas da atualidade em nada se diferenciam das da antiguidade. Ocorrem com a mesma violência e fúria bárbara das conquistas de Gengis Khan e Alexandre o Grande, das Cruzadas religiosas, das guerras medievais. As atuais guerras impiedosas infringem todos os códigos, princípios, direitos e tratados, com o fantástico reforço das inovações em armamentos, estratégias e tecnologias, como fazer chover fósforo e aviões sem piloto, bombardeando por controle remoto alvos minimamente escolhidos. 

Estado em permanente desenvolvimento, eficiente em todos os campos da vida e do conhecimento, Israel se expande também geograficamente, podendo em breve ocupar todo o território Palestino e fatalmente desejar estender suas fronteiras. Para onde? Líbano? Síria? Jordânia? Egito? Um novo ‘Império Otomano’? 

Quais são as aspirações de Israel? Ser a grande nação do Oriente Médio, tendo os Estados Unidos como aliado? É este o projeto geopolítico do império americano para fazer um contrapeso ao protagonismo ascendente da China, com seus aliados Rússia e Coréia do Norte? Essa guerra de agora é prenúncio de um projeto maior que poderá mudar o mapa-múndi?

Sem dúvida, Israel se tornou o aríete do projeto imperialista norte-americano, mais do que nunca diante da nova Rota da Seda sob comando da China. No fundo, é a retomada do Oriente. A conferir. 

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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