A “lei ônibus” que Milei enviou hoje ao Congresso argentino, com 664 artigos e mais de 350 páginas não esconde suas intenções totalitárias.
Não se constrange em pedir poderes legislativos, sob pretexto de uma emergência nacional com duração de dois anos, prorrogáveis por mais dois. Ou seja: o mandato inteiro de Milei.
O decreto também não se envergonha em se intrometer no funcionamento do Judiciário: obriga juízes a usar togas negras e martelo. A este ponto de intromissão chega.
Há também um artigo que propõe a aprovação do DNU, aquele decreto anterior.
Cria-se uma nova figura, a de “organizador de protestos”. Ainda que não esteja fisicamente nos atos, pode ser preso por dois a cinco anos quem organizar um protesto com mais de três pessoas.
Milei já deixou claro que vai empurrar o decreto goela abaixo. Não importa o que o Congresso decidir. Se rejeitá-lo, ele ameaça convocar um plebiscito. Como acabou de ganhar as eleições com larga maioria, dificilmente perde.
Milei inventou a ditadura por decreto.
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