Depois de uma semana em que ficamos frente a frente com cenas que muitas vezes, de tão perturbadoras, nos fazem desligar a TV, não é mais eufemismo afirmar que o que está acontecendo no Rio Grande do Sul é uma guerra, com todas suas consequências sinistras, as mortes, a desinformação, os desabrigados, os órfãos, os saques, crianças e animais aturdidos em busca de seus protetores, a falta de tudo, os preços abusivos, de tudo o que acontece numa guerra só não há mísseis nem tanques, os gaúchos foram atacados pela água, o líquido essencial à vida, mas que também pode ser o carrasco implacável, diante do qual todos ficamos impotentes, olhando para o céu.
Um dos estados mais ricos, mais bem dotados, mais bonitos virou um mar de lama, um mar sem ondas, parado, que desafia os especialistas, que se recusa a responder às nossas dúvidas, é um inimigo silencioso, que não pode ser preso nem abatido a tiro, nem a míssil, nem denunciado à ONU.
Especialistas em guerra, em salvamento, treinados para isso, são os militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, o ministro da Defesa deveria assumir o comando das operações, deveria ser a cara do governo no dilúvio gaúcho.
É a oportunidade para os militares mostrarem à nação que seu papel, sua missão e sua vocação é proteger os brasileiros, não derrubar presidentes.
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