Opinião

Não importa se o gato é branco ou preto

“Para a reconstrução, os governos deveriam contratar empresas chinesas que sabem construir rapidamente”, escreve Alex Solnik

Destruição após enchente em Lajeado (RS)
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Se minha casa fosse destruída por uma enchente, como essa do Rio Grande do Sul, eu processaria o estado por perdas e danos para ter minha casa de volta, e acho que muitos gaúchos estão pensando exatamente isso neste momento, o que poderá resultar em milhares de ações na Justiça. 

Antes que isso aconteça, os governos federal, estadual e municipal (quando possível) poderiam se antecipar, unir esforços, e levantar uma grana, seja aqui, seja no exterior, para comprar à vista todas as casas destruídas (calcula-se 100 mil no estado), isso na primeira fase, de maior urgência, depois o programa deveria abranger os comerciantes, e com esse dinheiro a família teria opção de reconstruir no mesmo lugar, se for possível, ou comprar outra casa onde quiser.

É evidente que não falo aqui de mansões que naufragaram, nem de milionários, mas de casas de classe média, de proprietários que com muito suor e lágrimas ergueram a sua casinha.

Para a reconstrução, os governos deveriam contratar empresas chinesas que  sabem construir rapidamente, nessas horas não importa a nacionalidade, e sim quem sabe fazer depressa e bem.

Como disse Deng Xiaoping, “não importa se o gato é branco ou preto, desde que cace ratos”. 

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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