Opinião

A gravação de Ramagem da reunião de Bolsonaro e Heleno com as advogadas de Flávio Bolsonaro

“Ramagem, o Gravador-geral da República”, ironiza Arnóbio Rocha

Alexandre Ramagem
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A reunião de Jair Bolsonaro (Presidente), General Heleno (Ministro da GSI), Alexandre Ramagem (Diretor da ABIN) com as duas advogadas do Senador Flávio Bolsonaro, para tratar do caso das “rachadinhas”, obviamente não discutem sobre o mérito do caso, apenas a tática de defesa-ataque, é uma conversa caótica.

As advogadas trazem um conjunto de fofocas sobre o poder no Rio de Janeiro, da política, do judiciário, da Receita Federal e da vida privada. São ilações sem nexo, suas gabolices são de espantar. Fazem acusações graves contra servidores da Receita Federal, ameaças e uma certeza: inflam e fazem Bolsonaro confessar que odiava o Witzel. A reunião “paralela” revela ao fundo Bolsonaro detonando o Witzel.

Uma das advogadas se jacta de que todos os processos da Comissão da Verdade ela derrubou. Seu escritório esteve a serviço da escória da ditadura, e ela faz questão de nomear e pavonear pelos “feitos”. Que vergonha alheia dessas advogadas… Bolsonaro arremata, nesse momento: “Ninguém fez essa conversa aqui para fazer tráfico de influência (A gente pode estar sendo gravado)”.

Alexandre Ramagem é um semianalfabeto, não fala coisa com coisa, mas se demonstra conselheiro da tática de defesa, onde as advogadas deveriam atuar, uma coisa horrível.

O General Heleno diz que Eduardo Paes “deve ter roubado pra caralho”. Ao final, uma advogada daria um “prêmio” a eles, pois tudo que acontece no Rio de Janeiro é corrupção e diz que os acusadores de Flávio Bolsonaro tinham dado o perdão de 1 bilhão para COSAN. Falam sobre ministros do STF… a advogada fala que “meu avô falava”, muito senso comum.

Reunião no gabinete da presidência é demais, e não é tráfico de influência?

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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