Se Lula ainda está esperando pelas atas e Celso Amorim propõe novas eleições na Venezuela, é óbvio que nem o presidente da República, nem o conselheiro de política internacional acreditam em Maduro, que já proclamou sua vitória e tachou a oposição, que diz que ganhou, de golpista e criminosa.
A chance de Maduro seguir o conselho de Amorim é zero. Realizar novas eleições seria contradizer tudo o que ele tem dito até agora, seria reconhecer que houve fraude.
E nem a oposição vai querer disputar de novo uma eleição que garante que venceu.
Amorim deixou claro, em entrevista a Raquel Landim, do UOL, que a ideia é sua e não do governo.
Mais paciente que Amorim, Lula prefere esperar as atas. Ele não precisa decidir agora se reconhece ou não a vitória de Maduro, porque o novo governo, mesmo sendo do próprio Maduro, só toma posse em janeiro.
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